icon facebook icon twitter icon instagram

18 de Março de 2019

ENVIE SUA DENÚNCIA PARA REDAÇÃO
logo

Quarta-feira, 13 de Março de 2019, 16h:43 - A | A

Wilson se diz surpreso com denúncia de extorsão e lembra que trabalhou por eleição de Selma

image

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) negou qualquer envolvimento na suposta extorsão denunciada pela senadora Selma Arruda (PSL) à Justiça Federal. Dito surpreso com as acusações, o tucano destacou que foi eleitor da pesselista nas últimas eleições e lembrou, ainda, ter trabalhado pela eleição da senadora e vinculado, inclusive, o nome da juíza aposentada ao seu material de campanha. Segundo Selma, Wilson teria atuado junto a Junior Brasa em uma tentativa de chantagem. A Polícia Federal investiga o caso.

“Eu votei na senadora eleita. Eu trabalhei por ela. Usei o nome dela em todos os meus materiais [de campanha] até a reta final. Foi uma surpresa essa posição dela. Ela deve estar usando essa argumentação na sua defesa, mas não vai encontrar guarida, porque não fui porta-voz do empresário Brasa. Eu não tenho nada a ver com isso”, disse Wilson, por meio de comunicado enviado à imprensa.

À Polícia, a senadora narra uma suposta negociação, que teria sido intermediada por Wilson Santos, para que o publicitário desistisse de acioná-la judicialmente pela cobrança de uma dívida referente à campanha. O deputado garantiu que sequer recebeu proposta de Junior Brasa nesse sentido.

Wilson comentou, ainda, que Júnior Brasa é um amigo e que nos anos 80 o empresário foi aluno dele. Brasa, que é dono da Genius Publicidade, foi marqueteiro de Selma até meados de agosto. Ele também foi responsável pelo marketing da campanha do deputado tucano.

Conforme Wilson Santos, seu depoimento à PF não durou mais que 10 minutos. Arrolado por Selma como testemunha, Kleber Lima não corroborou a versão da senadora. “Eu sou testemunha de algo que eu não vi e não sei. Não gostaria de estar nessa situação. O que eu disse para a Polícia Federal é que se é ou não é eu não participei de nenhuma conversa envolvendo a Selma ou esses outros personagens. Fui consultá-la sobre um pedido de conversa que chegou até mim e eu não entendo que isso é extorsão. Se ela tivesse me consultado se eu toparia ser testemunha eu teria dito que não”, disse o jornalista.

Suposta extorsão

Conforme divulgado em primeira mão no final de setembro, Selma foi acusada por suposta prática de ‘caixa 2’. A denúncia foi feita com base na ação monitória proposta por Júnior Brasa, dono da Genius e responsável pelo marketing da campanha de Selma Arruda até meados de agosto. Ele entrou na Justiça para receber cerca de R$ 1,2 milhão referentes a multa pelo rompimento do contrato firmado no início de abril.

À época, Selma concedeu coletiva de imprensa para anunciar que iria denunciar por extorsão, além de Brasa, os advogados Sebastião Carlos, José Rosa e Lauro da Mata. Segundo a juíza aposentada, todos estariam juntos em uma “armação eleitoral” contra ela.

Na ocasião, Wilson Santos não foi citado por Selma. Agora, segundo ela, o deputado teria tentado intermediar o pagamento de R$ 600 mil a Junior Brasa para que ele recuasse do processo de ação monitória e “lhe ajudasse” nas audiências na Justiça Eleitoral.

Junior Brasa nega as acusações de extorsão. Ainda no ano passado, em entrevista  o publicitário chegou a dizer que teria proposto um “acordo” com Selma para que a divida fosse paga, mas que a juíza aposentada não teria aceitado.

Imprimir
Comentários












Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.





RÁDIO

Citadas por Temer, fake news não são tema principal da

Citadas por Temer, fake news não são tema principal da

Citadas por Temer, fake news não são tema principal da



image