16 de Junho de 2019

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Sexta-feira, 17 de Maio de 2019, 10h:09 - A | A

Dólar sobe e bate R$ 4,09, com risco à agenda de reformas e disputa entre EUA e China

G1

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O dólar mantém a trajetória de nesta sexta-feira (17), chegando a bater R$ 4,09, conforme investidores veem mais riscos diante da piora das expectativas para a economia e preocupações sobre a perspectiva para a agenda de reformas. Além disso, pesa a aversão ao risco no exterior por renovadas tensões na disputa comercial entre Estados Unidos e China.

Às 10h57, a moeda norte-americana subia 1,33%, vendida a R$ 4,0888. Na máxima da sessão até o momento, chegou a R$ 4,0903, maior cotação intradia desde 26 de setembro do ano passado (R$ 4,0938). 

Nas casas de câmbio, o dólar turismo era negociado ao redor R$ 4,27 na compra em papel moeda, já considerando a cobrança de IOF (tributo). No cartão pré-pago, chega a R$ 4,48.

No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,97%, vendida a R$ 4,0352 - maior patamar de fechamento desde 28 de setembro do ano passado (R$ 4,0378). No ano, o dólar já acumula alta de 4,16%. No mês, a alta é de 2,91%.

"O cenário parece cada dia mais desafiador, com a falta de articulação do governo colocando em xeque a aprovação das reformas. Bolsonaro voltou a enfatizar questões ideológicas, dificultando uma aproximação com o Congresso e deixando Guedes isolado na luta pela Previdência", destacou a corretora em relatório a clientes.

No cenário externo, a China afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos precisam mostrar sinceridade para manter negociações comerciais substanciais, reagindo às sanções à gigante chinesa Huawei anunciadas pelo governo norte-americano na véspera.

Pequim ainda não disse se vai retaliar contra a última medida dos EUA na tensão comercial, embora a mídia estatal tenha adotado um tom cada vez mais estridente, com o Diário do Povo do Partido Comunista publicando comentários de primeira página que evocam o espírito patriótico de guerras passadas.

Novo patamar com riscos à reforma

 

A confiança do mercado após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, em outubro do ano passado, levou o dólar a uma mínima em torno de R$ 3,65 no dia 31 de janeiro (veja no gráfico acima). Desde então, no entanto, o Executivo tem acumulado derrotas no Congresso, com ameaças de diluição da proposta da reforma da Previdência.

Como resultado, o dólar anulou toda a queda vista após a eleição de Bolsonaro. E, desde a mínima deste ano, já subiu 10,31% até quinta-feira.

Além disso, ao romper a barreira psicológica dos R$ 4, analistas avaliam que esse nível se aproxima cada vez mais do novo patamar de fundamento para a taxa de câmbio, conforme se acentuam os riscos à agenda de reformas, segundo a Reuters.

Até pouco tempo atrás, a ideia desse novo patamar não era cogitado, mas o cenário contemplava menos reveses na reforma da Previdência e estabilidade ou alta dos juros, tendo como pano de fundo uma economia mais fortalecida e um ambiente externo menos conturbado.

A demora na aprovação da reforma previdenciária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ,) etapa mais simples do processo, e os ruídos subsequentes expuseram a falta de articulação política do governo, o que explica boa parte dessa valorização do dólar. Isso porque o mercado teme uma reforma menos potente e, por tabela, um quadro mais conturbado para as contas públicas.

Como resultado, empresas adiaram investimentos, mantendo a economia ainda frágil, o que por sua vez reavivou debate sobre retomada de flexibilização monetária.

De acordo com a Reuters, nesta semana, o Morgan Stanley passou a estimar dólar em R$ 4,10 ao fim de junho, contra projeção anterior de R$ 3,85, citando a perspectiva de mais ruídos políticos.

Já o Bank of America Merrill Lynch aumentou na quinta a estimativa para o dólar ao fim do ano a R$ 3,80, ante prognóstico anterior de R$ 3,60, devido ao "crescimento menor, juros mais baixos, real mais fraco".

A despeito da expectativa de que alguma reforma da Previdência seja aprovada, a percepção é que os níveis de risco subiram de forma estrutural. E mesmo um alívio não seria suficiente para baixar de forma substancial o dólar, destaca a Reuters.

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