icon facebook icon twitter icon instagram

18 de Abril de 2019

ENVIE SUA DENÚNCIA PARA REDAÇÃO
logo

Segunda-feira, 15 de Abril de 2019, 16h:35 - A | A

Defesa da tenente Ledur pede anulação de todas as provas e cita incompetência da Polícia Civil para investigar

image

A defesa da tenente Izadora Ledur de Souza Dechamps, acusada de torturar e causar a morte do jovem Rodrigo Claro, em novembro de 2016, durante um treinamento do Corpo de Bombeiros, requereu – nesta segunda-feira (15), durante audiência na 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar- a anulação e todas as provas produzidas pela Polícia Civil. Segundo o advogado Uendel Rolim, a PJC não teria competência para realizar a investigação.
 
Durante a audiência, a defesa pontuou que a Polícia Civil não teria a competência para fazer a investigação. “Foi conduzido por uma autoridade totalmente incompetente. Isto vem acarretando em inúmeros prejuízos e violações das garantias constitucionais da denunciada”.
 
“A Polícia Civil não tem o mesmo olhar que os militares. Os tipos de delitos, eventualmente praticados no âmbito civil, possuem características distintas. A Polícia Militar possui uma estrutura rígida para investigar estes casos, a sua especificidade, para julgar estes casos”, completa o advogado.
 
Por conta do fato, Uendel Rolim requisitou a anulação de todas as provas da investigação da Polícia Civil, com exceção das técnicas.

Ledur deve ser ouvida no próximo dia 16 de abril, às 13h30 no Fórum de Cuiabá.

O caso
 
Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e faleceu por volta de 1h40 do dia 16 de novembro de 2016. Ele teria sido dispensado no final do treinamento do curso dos bombeiros, após reclamar de dores na cabeça e exaustão. O jovem teria passado por sessões de afogamento e agressões por parte da tenente Izadora ledur.
 
O Corpo de Bombeiros informou que já no Batalhão ele teria se queixado das dores e foi levado para a policlínica em frente à instituição. Ali, sofreu duas convulsões e foi encaminhado em estado crítico ao Jardim Cuiabá, onde permaneceu internado em coma, mas acabou falecendo.

O corpo de Rodrigo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, mas análise preliminares não apontaram a real causa da morte e por isso exames complementares foram realizados, de acordo com a perícia criminal.





RÁDIO

Citadas por Temer, fake news não são tema principal da

Citadas por Temer, fake news não são tema principal da

Citadas por Temer, fake news não são tema principal da





ENQUETE

VEJA MAIS

Você é contra ou a favor da taxação dos Ubers?

PARCIAL
image